YES Blog da Escuta: 2013

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Feliz 2014!

(imagem retirada da internet)


Àqueles que nos acompanharam, leram nossos artigos, textos, curtiram nossos posts,
Àqueles que não se conformam com o sofrimento e querem saber,
Reconhecem que tem um corpo e que o biológico, o orgânico, o DNA, enzimas e células não o definem;
Àqueles que muitas vezes duvidaram do que estavam sentindo; e duvidaram se realmente a maioria de seus atos são inconscientes;
Que são afetados pelo que dizem e deixam de dizer;
Por emoções e pensamentos;
Àqueles que não esquecem que são falantes e que com sua fala, seu desejo e seus atos podem mudar muitos acontecimentos;
Desejamos Boas Festas! Que possam escolher confraternizar com aqueles que lhe são mais queridos!
E que possam fazer de 2014 um ano com mais realizações e menos sofrimentos!

Andreneide Dantas



sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Você tem fome de quê?




Parafraseando a música do grupo Titãs, pergunto: quando você vai comer “Você tem fome de quê?
Será que é somente para saciar a fome que come, ou é para satisfazer outra “necessidade”, um outro vazio, que não o do estômago?

A relação que cada pessoa tem com seu corpo, nem sempre é prazerosa ou fácil de entender, pois ele é afetado pela linguagem. Isso equivale a dizer, que o corpo  é simbolizado pela palavra e olhar do outro (da mãe ou de quem cuidou), isso faz com que ele deixe de ser puramente orgânico e passe a ser um corpo simbólico, afetado pelas emoções, palavras e sentimentos.

Assim como o corpo, a comida também está ligada ao afeto desde os primórdios da vida. O leite é o primeiro alimento que o bebê recebe quando nasce, e nesse momento será estabelecida uma relação com a mãe (seu primeiro Outro). 
E não é sempre uma relação permeada por sentimentos bons, pois algumas vezes, o que prevalecem são sentimentos de rejeição.

Aqui já reconhecemos que existe desde a mais tenra idade uma associação entre comida e afeto. O que significa que a comida perde o estatuto de necessidade e estará relacionada ás demandas e ao amor.

Na atualidade, muitos indivíduos estabelecem com a comida uma relação compulsiva, e isso faz com que comam vorazmente. Á ponto de nem sentirem o gosto e o prazer em relação ao que estão ingerindo. É o que dizem muitos pacientes que estão “acima do peso”.

Dessa forma, não comem apenas para satisfazer ou saciar a fome, que é uma necessidade vital. Se fosse assim, não encontraríamos tantos transtornos alimentares, incluindo a obesidade, que já se tornou no mundo um problema grave, responsável por várias doenças que incapacitam e até matam.

Dito isso, as pessoas comem quando estão com fome, felizes, tristes, ansiosos, solitários, etc.  Podem comer para celebrar junto com amigos e familiares, ou usar a comida como remédio ou droga que serve para aliviar ou anestesiar a angústia. E assim, ela entrará em uma série de objetos consumidos para preencher o corpo, que é tratado como um "tubo" ou um "saco" a ser preenchido e anestesiado. E aqui, não existe lugar para o limite, para a castração, que é o que nos torna humanos!

Da próxima vez que for comer, que tal se perguntar: Do que tem fome? Que vazio intenta preencher?     

Andreneide Dantas  
29/11/13


#fome #gula #obesidade #transtornoalimentar #corpo #fomedeque? #comidaeafeto 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Concluímos no último dia 7/11/ o ciclo de palestras intitulada acima. Ao longo de 2013 um grupo de psicanalistas do Instituto Tempos Modernos, realizou uma reflexão e um debate a respeito das patologias que assolam aos sujeitos em nossa sociedade.

Essas patologias éticas são as respostas sintomáticas que cada sujeito encontrou para demonstrar como é afetado em seu cotidiano pelas transformações tanto tecnológicas quanto científicas; pela queda da autoridade paterna; pela perda de referências simbólicas e a inversão de valores, onde se propaga que o mais importante é o ter em vez do ser.  

Somado a essas mudanças globalizadas, temos a história particular de cada um que tem relação com sua história familiar, suas crenças, suas interpretações e seus gozos, enfim aquilo que constitui sua subjetividade.
Por sermos falantes somos afetados pelo que dizemos, pelo que ouvimos e pelo que calamos. Temos um inconsciente do qual um corpo goza. Isso significa que o corpo é afetado pelo dizer, com inibições, sintomas e angústias. E como resultado poderá desencadear muitos sofrimentos e doenças graves, que muitas vezes desconcerta à medicina.

Todo sofrimento traz o selo da marca da história subjetiva de cada um, e sendo assim, não será com drogas licitas ou ilícitas que o sujeito conseguirá a cura para esses males existenciais, pois enquanto houver o rechaço do propriamente humano não será possível que se responsabilize pelo que lhe acontece. Portanto, será manipulado como uma marionete por seu inconsciente.

Os trabalhos apresentados foram sobre: As Depressões, O Pânico, As Violências, Problemáticas Escolares, A Solidão e por fim, os Tóxicos e Manias.



E para aqueles que não puderam comparecer e ou quiserem rever os conceitos abordados, poderão a partir de dezembro conferir os vídeos no site www.escutaanalitica.com.br  e youtube.com/escutaanalitica1.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Comemoração do dia das crianças


Comemoração do dia das Crianças


Parto do principio de que todos os dias é dia das crianças, dos adolescentes, dos adultos e dos idosos.

Mas, para nos atermos a data comemorativa específica, pergunto-me quando começaram a comemorá-la?

Não precisamos gastar muito tempo para reconhecermos que essa data, é uma forma que impulsionam ao consumismo, já que nelas são oferecidas (maciçamente) quase como ordens, que os pais, tios, avós, etc. comprem presentes e deem a seus filhos, sobrinhos, netos e etc.

Enfim, a data está posta há muito tempo e não dá para mudá-la, também não sei se seria o caso.
Mas, e em relação as crianças que não ganharão presentes, como será que se sentem? Não são crianças? Não são amadas?

E não ganharão presentes porque seus pais não podem? Porque lhes faltam recursos mais básicos como um lar e uma família?

Por outro lado, encontramos adolescentes e até alguns adultos, que continuam ganhando presentes nesse "Dia das crianças".

Será esse, um ato sem consequência para essas pessoas? Já que essa é somente uma data comemorativa?

Ou terão esses pais, dificuldades em aceitar que seus filhos não são mais crianças e sim adolescentes e adultos ?

#presentes #consumo #crianças

Andreneide Dantas  (14/10/13)

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Porque os pais tem medo de ter autoridade?



(Imagem retirada da internet para fins ilustrativos)

Quando não existe hierarquia em uma família, todos os participantes ficam como semelhantes. Isso significa que não existe autoridade e em consequência disso, coisas horríveis podem acontecer.

Pois, equivocadamente os pais ficam na mesma posição que seus filhos. E os mesmos, sentem-se perdidos, desamparados frente as suas pulsões destrutivas. Isso equivale a dizer que eles, não conseguem abrir mão do gozo de destruição, gozo esse, que existe para todo ser humano e que, se não for contido - como usualmente vemos acontecer em nossa sociedade – leva á barbárie.

Está mais do que provado que muitos indivíduos que cometem atos absurdos (como roubar, matar, violentar, agredir...) já tinham cometidos outros atos anteriormente, que tinham sido desvalorizados e, portanto, não foram devidamente responsabilizados. Ou porque os pais, acreditavam que os filhos eram crianças e não sabiam o que estavam fazendo, ou porque leram nos atos dos filhos “arroubos da adolescência” ou ainda, porque não estavam olhando e falando com esses filhos. 
Por sua vez, os filhos muitas vezes quando questionados, respondem que “não sabiam  porque o fizeram”.

Porque os pais tem dificuldade de ter autoridade?

Será medo? Confundem o ato de ter autoridade com o ato de ser autoritário?

Compraram o discurso de que não podem dizer “Não!” para seus filhos, pois assim os frustrariam? 

Acreditam no equívoco de que tem que ser amigo dos filhos?

Se as afirmativas acima forem verdadeiras, eles estão enganados! Pois o que os filhos precisam e muitas vezes "pedem", é justamente que seus pais contenham seus desejos e seus impulsos desmedidos E se não aprenderem isso, com aqueles que tem a função de transmiti-los, terão graves dificuldades em dizer “Não”.
Dizer “Não!” para drogas, violência, roubos, delinquência, amores doentios e doenças mortíferas.
                                                                                                                               
Andreneide Dantas     
28/08/13

#limites #violência #arroubos #pulsões #dizernão



quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Problemáticas Escolares

                                                            

Agradecemos a presença de todos os que participaram dessa, que foi a terceira Palestra do ciclo “Como nos afeta nossa Época”, do Instituto Tempos Modernos em parceria com a Escuta Analítica, no último dia 01 de agosto.

Mais uma vez ficou evidenciado, que não existe uma única causa para que as crianças e ou adolescentes tenham problemas na escola. Sabemos que alguns desse problemas, são resolvidos facilmente entre eles, enquanto outros, quando não são detectados e orientados para serem resolvidos, podem trazer graves consequências para os mesmos.

Em relação ao que foi apresentado pelas psicanalistas e reiterado através do debate que sucedeu as palestras, o mais importante a considerar é que não existe um desejo natural que direcione a criança para o saber, isso significa que não existe um desejo natural para que a criança queira aprender na escola.

Essa situação vai depender de outras que são fundamentais. Destaco as mais importantes: a função da família no estabelecimento dos limites em relação ás vontades e desejos dos filhos e professores imbuídos do desejo de ensinar, para que possa causar no aluno um desejo de aprender.

Muitos pais na atualidade não se autorizam a fazê-lo (por não conseguirem, as causas geralmente são inconscientes, portanto sintomáticas) e dessa forma deixam seus filhos a mercê de seus impulsos destrutivos.

Isso equivale a dizer, que eles ficam sem limites e numa instabilidade de humor tão grande que dificultam ou os impedem de viver bem em comunidade: na sala de aula, com grupo de colegas e amigos. Algumas vezes, a única forma que encontram de serem contidos (em relação a seus impulsos) é com drogas medicamentosas que os façam ficarem quietos e prestarem atenção no que o professor diz.

E quando a autoridade familiar falha, as crianças e jovens ficam perdidos sem saber o que fazer. Sem rumo, se deparam com situações embaraçosas e as problemáticas escolares tem lugar.

Os professores também têm uma função fundamental: a de transmitir o saber e se eles não tiverem desejo pra ensinar, não poderão causar no aluno o desejo de aprender.

Quando os pais não cumprem sua função e os professores não se autorizam, todos perdem: alunos, pais, educadores e sociedade em geral.


Nosso próximo encontro será dia 12 de setembro com o tema sobre As Violências. 

Andreneide Dantas

#problemasecolares #escola #aluno 


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Problemáticas Escolares

Inquietação, falta de atenção, dificuldades pra aprender, notas baixas, indisciplina, Bullying, agressividade...


Como identificar o que está acontecendo?


Quem é o responsável? O professor, o alunos, a família, a internet? Existe apenas um?


O aluno tem problemas orgânicos, neurológicos, psíquicos?


Que fatores influenciam para que o aluno não tenha o rendimento esperado?


Qual é o impacto que tem na vida do sujeito os problemas que ele sofre na escola e que não são resolvidos ?


Como evitar maiores sofrimentos?


O que a família e a escola podem fazer para dirigir e orientar melhor essas questões, a fim de buscar a ajuda necessária?


Devemos ouvi-la e tratá-la como um ser em formação que mostra em seu corpo seu sofrimento ou simplesmente (como fazem alguns) catalogá-la e medicá-las?


Convido aos interessados em debater o assunto para o evento descrito abaixo.




Palestra: Problemáticas Escolares


Data: 01 de Agosto 20:30 hs


Palestrantes: Maria Emilia Toigo (Psicanalista e Psicóloga)


                     Susana Palacios     (Psicanalista Presidente ITM)


Inscrições: (11) 3887-9462


Valor: 30,00 (Depósito bancário)


clinica@escutaanalitica.com.br


 Local: Escuta Analítica - Trav. Tutóia, 09 – Paraíso – SP




www.escutaanalitica.com.br


terça-feira, 18 de junho de 2013

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Palestras sobre O Pânico, essa vai ser a segunda da série Como nos afeta nossa época.
Nessa, vamos trabalhar sobre a angústia. Angústia que transborda e pode paralisar o sujeito e angústia que provoca o medo de morrer e de ficar louco. Sabemos que esse afeto é sentido no corpo com todas as alterações somáticas características: sudorese, taquicardia, aperto no peito...e pânico" .


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Psicanálise - Tratamento através das palavras.


“Não vou tomar remédios? Como então vou melhorar de todo esse sofrimento? O que vou fazer com toda essa angústia que sinto no peito? (e que muitas vezes é confundida com ataque cardíaco ou síndrome do pânico); “Como vou acalmar essa invasão de pensamentos (negativos e obsessivos) que invadem meu ser?

São algumas das frases proferidas por pacientes que nos procuram, quando não conseguem mais conviver com sua tristeza, angústia e sofrimento. E o que respondemos para esses sujeitos sofredores, é que falar pode trazer alívio, pois é através da análise que ele poderá tomar consciência da causa (inconsciente) do sofrimento que atinge tanto o seu corpo quanto suas relações com o outro semelhante.

O trabalho de análise é de uma escuta diferenciada, onde o analista escuta "além" do sentido comum, pois no discurso dos pacientes, a verdade inconsciente a respeito das queixas e sintomas que eles apresentam, escuta o que está nas entrelinhas do seu dizer e dessa forma possibilita com que ele realmente escute o que diz, e descubra que sua palavra revela mais do que ele intencionava e que seus pensamentos e sua fala afetam seu corpo.

Pois todo sujeito é efeito da linguagem e do discurso do Outro, por isso seu corpo responde aos pensamentos, sentimentos, emoções e pulsões.

Quando não sabem disso (e nem todos o sabem), os pacientes procuram a causa de muitas doenças somente no sistema físico-químico, deixando de lado seu psíquico, pois aprenderam (erroneamente) que as palavras não têm tanta importância. E é por equívoco como esse, que encontramos na atualidade um enfraquecimento da palavra e um crescimento das pulsões destrutivas que resulta no aumento da violência, quebra dos laços sociais, isolamento, depressões e angústias desmedidas.

Quando procuram a causa do sofrimento somente no âmbito biológico, sem levar em consideração que o psíquico afeta o orgânico, podem fazer o tratamento médico e conseguir pouca eficácia, pois são suas "emoções" e suas escolhas que desencadeiam algumas doenças. É importante o tratamento médico para tratar o corpo adoecido, mas é imprescindível também, que cada um possa falar e descobrir as causas inconscientes que estão por trás desse adoecer.

Quando o paciente chega, fala de como suas relações estão afetadas e geralmente acredita que é vitima do outro: pais, cônjuge, trabalho, destino... e com a análise, descobre qual é sua participação nisso tudo do qual se queixa, descobrem qual é o sentido inconsciente de seus sintomas e de como sua história familiar tem consequências em sua vida.

Assim, poderá se encarregar de sua história e fazer escolhas conscientes, deixando de ser controlado por seu inconsciente e seu gozo!
    
Andreneide Dantas 
10/05/13
   
#análise #psicanálise #sintoma #sofrimento #inconsciente # tratamentopsicológico

                                                                                                        








terça-feira, 23 de abril de 2013

As Depressões - cartaz palestra



AS DEPRESSÕES

Esse é um mal típico de nossa época. Um sofrimento que acomete várias pessoas, independente do sexo, idade e grau de instrução.

E o que será que causa esse mal tão devastador? Essa que é causa de muitas licenças médicas e incapacitação? Que causas estão por trás desse adoecer? Que impossibilita a muitos de estarem com seus semelhantes, que tira o sentido da vida, e os impedem de exercerem suas atividades cotidianas?

Que tristeza e apatia é essa?

A que cada um tem renunciado?

Porque alguns não melhoram mesmo tomando medicamentos?

Convidamos aos que se interessam  pelo assunto  para debatermos na palestra abaixo:



terça-feira, 2 de abril de 2013



Como nos afeta nossa Época – Palestras

Os sofrimentos são correspondentes á existência humana e cada época produz sintomas e patologias de acordo com a sociedade vigente. Na atualidade encontramos um declínio da autoridade paterna, carga excessiva de trabalho, imperativos de consumismo, de felicidade extrema e falta de limites, que excluí a subjetividade do sujeito que responde das mais diversas formas. Para debatermos sobre como cada sujeito responde á sociedade atual realizaremos as palestras relacionadas abaixo.

DEPRESSÃO – 2 maio

O PÂNICO    -  20 de junho

AS VIOLÊNCIAS – 11 de julho

PROBLEMÁTICAS ESCOLARES – 01 de agosto

O CORPO E SUAS MEDICALIZAÇÕES – 12 de setembro

A SOLIDÃO - 3  de outubro

TÓXICOS & MANIAS – 7 de novembro  

Informações e inscrições: (11) 3887-9462 

clinica@escutaanalitica.com.br | www.escutaanalitica.com.br

quarta-feira, 27 de março de 2013

Escolarização dos filhos - Momento de angústias



No inicio do ano letivo é comum que as crianças sintam  insegurança, receios e até medos. Em alguns casos essas emoções desencadeiam sintomas físicos como: dores de barriga, dores de cabeça, resfriados constantes, diarreia. Isso acontece quando eles têm que enfrentar uma nova sala de aula (mudança de série) ou uma nova escola. 

Essas queixas são comuns, porque esse é um momento que gera angústias, pela separação de sua mãe. Principalmente se for a primeira vez que a criança vai a escola.

Os educadores já são conhecedores dessas situações, mas as mães que estão passando por essa experiência pela primeira vez, ficam ansiosas, temerosas e alguma vezes se sentem culpadas por “não poderem estar todo o tempo com seus filhos”. Ora, é justamente fundamental que não estejam, pra que seu filho possa desenvolver-se bem.

Mesmo que esse seja um momento delicado, é muito importante que a criança possa estar com outros além do seu círculo familiar, pois assim poderão se desenvolver psíquica, física e intelectualmente. Uma vez que na escola ele terá a oportunidade de estar com outros semelhantes, ter acesso a outros saberes, compartilhar, desenvolver suas habilidades, aprender a trabalhar em grupo e se tornar um ser social.

A infância é um tempo de constituição do sujeito psíquico, um tempo onde haverão as inscrições simbólicas mais importantes da vida dele: significantes que marcarão sua existência e a escola é um dos lugares que proporciona essa experiência, o primeiro lugar é a família.

Porém, algumas vezes é tão difícil para algumas mães que elas se separem do filho, que de alguma forma elas dificultarão esse momento, mesmo que verbalizem que é o que desejam, de alguma forma (inconsciente) deixarão aparecer essa resistência e isso funcionará como obstáculo para permanência do filho na escola.

Pois se uma mãe não desejar que seu filho cresça, os entraves aparecerão no corpo e no intelecto desse filho.


Portanto, cabe a família incentivar e promover que seus filhos possam estar na escola, para tanto, é de fundamental importância que escolham uma escola em quem confiem, para que possam transmitir aos filhos que lá é um lugar seguro. Pois, se para uma mãe esse for um momento onde ela estará disposta a se separar do filho, (separação fundamental para constituição do sujeito) ela transmitirá para ele essa confiança, deixando uma mensagem de que ele está crescendo e que esse é um momento muito importante para todos!

Andreneide Dantas   
27/03/13

#educação #primeirodiadeaula #criançaseescola #confiança #crescimento #escolarização

sexta-feira, 1 de março de 2013

" Autismo pode ser fruto do meio ambiente ". (Matéria. Revista psique n 85)



"Estudos da equipe da Universidade de Stanford (USA) e do plano de saúde americano Kaiser Permanente, comprovam o dito acima. Esse ultimo descobriu que mães depressivas seriam mais propensas a terem filhos diagnosticados de autistas."



O que essas pesquisas comprovam é que realmente é de fundamental importância que tanto a criança quanto a família - principalmente a mãe, possam fazer análise, para que assim tratem do que esta por trás (inconsciente) desse sofrimento, e dessa forma a criança terá a possibilidade de desenvolver sua relações com o outros de forma mais saudável.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Amor e ódio nas famílias




Diferente do que muitos acreditam, não é somente o amor que circula em algumas famílias. E sabemos que é difícil para a grande maioria "abrirem mão" da ilusão de que o único sentimento que existe em uma família é o amor.

Como já dissemos tantas vezes, o nascimento de uma criança é um ato que tanto pode trazer alegrias para algumas famílias, como tristeza e até ódio para outras. E esse último sentimento, vem carregado de mágoas, rancores, que por vezes estão inconscientes. Outras vezes, eles estão conscientes e esses genitores não conseguem aceder a função de pai e de mãe.



E não o fazem, ou porque ainda estão em uma posição infantil, em relação a seus próprios pais, ou porque foram tão maltratados por aqueles que tinha a função de amá-los e educá-los, que não existe lugar para que o amor se manifeste. 

A herança que alguém recebe (em relação a sentimentos e limites) é a que é transmitida para os futuros descendentes.


Esse assunto, nós debatemos na Jornada sobre A Banalidade do Mal, e os que se interessarem podem conferir no canal escutanalitica1 do youtube.com




Andreneide Dantas 26/02/13


#amor #ódio #família #infância


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Abertura Jornada "A Banalidade do Mal".

     
 Jornada "A Banalidade do Mal " - Abertura por Susana Palacios.    


   

A Jornada "A Banalidade do Mal " - O Debate sobre a Banalidade do mal, foi trabalhado durante (2) dois dias na jornada do INSTITUTO TEMPOS MODERNOS (ITM) que contou com a participação de Psicanalistas (Brasileiros e estrangeiros), Juízes, Desembargadores, Educadores, Jornalistas, Bibliotecários, Escritores, Diretor Teatral, e Presidentes de ONGs.
Abordando temas como: Violências, agressividade, pulsões destrutivas, e etc.
(14/02/13)
#mal #jornadabanalidadomal #ódio #família #juízes #

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Alcoolismo.

(Imagem modificada a partir de uma imagem original da Web)





  • Qual a principal razão para que as pessoas comecem a beber (vicio)?
Resposta: A bebida existe desde os primórdios da humanidade, quando foram descobertos seus efeitos relaxantes e de euforia. Então, na maioria das sociedades ela é legalizada e seu consumo é até estimulado, o que leva com que as pessoas a utilizem para celebrarem datas comemorativas e conquistas, para se sentirem mais relaxados e também para aplacarem angústias e medos.
  • A bebida afeta um jovem da mesma forma que afeta a um adulto?
Resposta: Não. Pois o jovem ainda está em formação tanto física quanto psíquica e isso faz com que a probabilidade dele se tornar dependente de álcool ou de qualquer outra droga seja bem maior.
No jovem, ela é ainda mais nociva e devastadora, já que o leva a comportamentos de alto risco: como dirigir embriagado, situações de violências... Pois, nessa fase de vida é muito comum que eles busquem novas experiências e o consumo de substâncias tóxicas é uma delas. E um dado bastante preocupante, é que hoje em dia cada vez mais cedo os jovens começam a beber, algumas vezes até, influenciado por familiares.
  • Quando alguém percebe que se tornou um alcoólatra?
Resposta: Geralmente não percebe. Quem percebe - e às vezes até demora - são os familiares, que são afetados pelo vício do alcoólatra. E é importante quando perceberem fazerem todo o possível para conscientizar e levar o parente alcoólatra para tratamento, pois sozinho provavelmente ele não irá!
  • Por quê?
Resposta: Porque ele não reconhece que se viciou, acredita na grande maioria das vezes que tem o controle, que pode parar de beber quando quiser. Existe aqui uma negação da realidade. Muitas vezes o que é óbvio para os outros, não é para quem sofre do vício.
  • O que a bebida significa para o alcoólatra? (prazer, conforto...)
Resposta: A bebida significa para cada um, algo diferente, mas geralmente quando alguém resolve beber, pode ser para relaxar, se divertir, ficar mais solto, acompanhar os amigos na balada ou pra anestesiar algumas emoções, como medos e angústias. E como se sentem mais desinibidos e menos ansiosos (momentaneamente) quando ingerem a bebida, tendem a repetir essa situação. E numa situação de vício, a pessoa não consegue mais fazer suas atividades cotidianas sem a ingestão do álcool, pois acreditam que precisam dele. Na verdade o vício é tanto físico quanto psíquico.
  • O que pode causar uma ressaca moral?
Resposta: A bebida afeta a todo o organismo e por trazer uma sensação de excitação,  ela faz com que as pessoas se sintam desinibidas para fazer atos que não fariam se tivessem mais conscientes.
A ressaca moral vem no dia seguinte, quando o bebedor acorda e descobre o que fez. Digo descobre, porque às vezes ele nem lembra, são os outros que contam, e essa descoberta vem acompanhada de sentimentos de vergonha e de arrependimento, a famosa “ressaca moral”.
  • Que órgãos são afetados no alcoólatra?
Resposta: Praticamente todo o corpo, pois o álcool muito rapidamente entra na corrente sanguínea que percorre todo o organismo.
Isso significa que o alcoólatra pode ter dores de cabeça, doença no fígado e também tem as outras que são tão nefastas quanto, ou até piores, como confusão mental, que leva a desestrutura familiar, desestrutura no trabalho. Enfim, consequências que geram muito sofrimento e prejuízos, principalmente para a família.
  • Porque algumas pessoas podem beber esporadicamente e outras se tornam alcoólatras?
Resposta: Por ser a bebida no Brasil e na maioria dos países, uma substância legalizada, ela é até cultuada, glamourizada  e seu consumo é estimulado.  Então, as pessoas bebem para comemorar datas e conquistas, como já disse. Mas, quando atendemos pacientes que sofrem de alcoolismo, descobrimos que algo já não estava bem, antes da ingestão do álcool.
Essas pessoas já tinham muitos problemas psicológicos e ás vezes até psiquiátricos.
A bebida para elas preenche um ‘vazio’. Vazio esse, que todas as pessoas por existirem têm, mas no caso do alcoólatra ele não consegue lidar com a angústia desse vazio, não quer se questionar em relação á seus medos, conflitos, fracassos, preferindo se anestesiar. Alguns a usam até, como um medicamento.
Em estágio avançado, o alcoólatra tem muitas perdas: perde trabalho, amigos, família, casa e mesmo assim, não consegue se livrar do vício. A bebida fica como único ‘parceiro’ de sua vida. Existe uma satisfação pulsional.
  • Qual é o tratamento adequado?
Resposta: Um que leve o dependente a se livrar do vício. Existem tratamentos em clínicas especializadas, em grupos de apoio, mas o fundamental é que ele possa descobrir o porquê se tornou um viciado, então é muito importante uma análise, que possibilitará descobrir as determinações inconscientes desse vício.  Pois ás vezes, o alcoólatra até pára de beber, mas se não descobrir a verdadeira causa (inconsciente) poderá ter recaídas. O apoio da família também é muito importante.
O vício responde a uma compulsão inconsciente, por essa razão uma análise é fundamental.


Entrevista concedida à alunos do Ensino Médio pela Psicanalista Andreneide Dantas
14/01/12

#álcool #alcoolismo #dependenciadedrogas #viciado #bebida #parceiro