YES Blog da Escuta: 2019

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

As formações do Inconsciente







As formações do inconsciente.



Que lugar Outro é esse que Freud descobriu quando formulou que o "Eu não é senhor em sua própria morada"? Como esse Outro lugar psíquico afeta a vida de cada sujeito e como ele retorna?

É o que trabalharemos na palestra: As Formações do Inconsciente

Dia 03 de outubro de 2019. Início 20h30h.



Psicanalistas:

Andreneide Dantas e Leila A. Martins



Evento gratuito.



Rua Coronel Oscar Porto, 736, Paraíso, São Paulo - SP.



Para realizar a inscrição é necessário enviar um e-mail com o seu nome completo para: institutotmodernos@gmail.com




terça-feira, 10 de setembro de 2019







E esse material que representa a verdade do sujeito pode ser resgatada; pois na maioria das vezes, estava escrita em outro lugar ....volta através dos lapsos, dos sonhos e dos sintomas.

Falando do que acontece em seu cotidiano, os analisandos se surpreendem revelando muito mais do que tinham intenção.

Àquilo que estava insistindo na cadeia significante e que não tinha encontrado, ainda, um lugar para ser lido!

E quando finalmente escuta o que diz, pode saber o que o levou às inibições, compulsões, estilo de vida, tropeços....
 
Tëxto por Andreneide Dantas

quinta-feira, 29 de agosto de 2019





Freud descobriu que o sujeito falante tem um inconsciente e que é afetado por ele.

Foi com seus pacientes que comprovou que os sintomas que eles apresentavam no corpo correspondia ao que diziam!. Ou, ao que calavam. E Lacan acrescentou que o silêncio também é fala...

Depois, pôde escutar que o inconsciente se manifestava também no ato falho, no lapso, no esquecimento e no sonho.

Nos surpreendemos, que passados pouco mais de um século, muitos ainda neguem que tem um inconsciente, e que é ele, (muitas vezes)que comanda suas vidas!

Texto: Andreneide Dantas

Data: 22 de agosto de 2019




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quarta-feira, 21 de agosto de 2019


Em análise, os pacientes descobrem quais significantes determinam sua história, e à partir desse reconhecimento, conseguem produzir novos significantes.


Com isso, mudam sua relação com sua vida e com o seu corpo.

Texto por Ana Carlênia Oliveira Bastos 
Data: 19 de agosto de 2019 



A maioria das vezes o sujeito ignora o que diz.

Ignora a verdade da mensagem que revela ao falar.


Faz isso, por acreditar que suas palavras são meras palavras...

É na análise que lhe é revelado os elementos significantes de seu discurso (lacan). Nela, descobre o quanto é determinado por essa língua estrangeira, que precisa decifrar(inconsciente).

Texto por Andreneide Dantas 
Data: 

Realmente não escapa nada ao inconsciente, ele é um lugar. 
O lugar da Outra cena, como nos disse Freud, o lugar das lembranças, dos acontecimentos passados e do que foi reprimido.

É a morada dos ditos proferidos pelos Outros do ser falante (ditos familiares). Como ele foi tratado, cuidado, alimentado, desejado e falado...

É o sítio dos significantes que determinam o que o sujeito pensa, diz ou cala.

E esse senhor imperioso retorna nos sonhos, nos pesadelos, nos esquecimentos, nos lapsos e nos sintomas. 

Texto por Andreneide Dantas
Data: 08 de agosto de 2019 


Os aparelhos atuais servem para aproximar as pessoas ou distanciá-las?

Data: 26 de julho de 2019 



Inconsciente, esse intruso que muitas vezes aparece atropelando a fala do sujeito. 

Que dá sua cara nos atos que não são meramente falhos, que aparece nos sonhos, nos esquecimentos e nos sintomas. .
Aquilo que foi calado na historia do sujeito e que ele não reconhece que o adoece ou o impede de agir.

Aquilo que muitas vezes se acredita ser o destino (está escrito! Dizem alguns))é muitas vezes uma repetição inconsciente.

Sim, está escrito e reprimido, por isso parece uma língua estrangeira e somente em uma experiência de análise o paciente poderá desvendá-lo.

E quanto mais o sujeito rechaçar o fato de que tem um inconsciente e calar-se, mais adoecerá, terá inibições, sintomas ou angústias. Como bem situa Roland Chemama em Depresión, La gran neurosis contemporánea.


Texto por Andreneide Dantas
Data: 24 de julho de 2019 

Data: 19 de julho de 2019


O desejo do qual falamos em psicanálise é diferente da vontade, do querer consciente (exemplo: quero que tal coisa aconteça).

Ele muitas vezes é inconsciente, por isso é complexo e nem sempre é possível de ser prontamente realizado, pois podem haver entraves, impedimentos, as condições podem não ser favoráveis....

E como Freud situou, quando alguém tem um desejo e não consegue realizá-lo, o reprime. E aquilo que é reprimido sempre voltará, quer seja em um sonho, um ato falho ou um sintoma.

Em algumas situações, o fato de alguém desejar algo o faz se sentir culpado. E a culpa adoece o sujeito, que não se reconhecerá como culpado e sim como doente...

Texto por Andreneide Dantas

Data: 18 de julho de 2019 



No Livro 'Depresion, la Neurosis contemporánea' Roland Chemama faz um interessante trabalho com apontamentos e uma leitura clara sobre a forma como algumas pessoas respondem às mudanças atuais e ao legado familiar.

A Depressão parece constituir a patologia dominante, fazendo par muitas vezes, com os casos extremados de ansiedade ( um outro mal estar atual).

Depressão não é frescura, não é fingimento e não é brincadeira!

É algo sério e é muito importante que as pessoas encontrem um lugar para falar e poder subjetivar o que lhes acontece.

Principalmente em um mundo onde o que é propagado é a sociedade do espetáculo, da urgência e do consumismo. Com a tentativa de apagamento do simbólico, esse que distingue a diferença das gerações.

Somos seres de linguagem e querer abolir a palavra é muito custoso e nocivo!

Texto por Andreneide Dantas 
Data: 17 de julho de 2019 

Afinal Quem é esse Outro (grande Outro)?

Perguntou o senhor (não recordo seu nome) que filmava a jornada de Psicanalise da Escola da Causa Analítica ( Susana Palacios e Ricardo Delfino eram presidente e vice) no Instituto Philipe Pinel, no Rio de Janeiro há vinte anos. 

Esse Outro é meu semelhante, companheiro, colega, alguém que admiro ou meu rival? .
Ou pertence a outra instância?

Podemos responder que não é o semelhante (que recebe o nome de pequeno outro) e sim o capítulo censurado e reprimido da história de cada um, que responde pelo nome de Inconsciente. Segundo os ensinamentos freudiano e lacaniano.

Esse, que retorna quando alguém comete um ato falho, quando esquece algo, quando sonha, comete um chiste ou quando se atrapalha no sintoma que governa ou desgoverna a vida.

Poderemos aprender mais no Curso O Inconsciente é estruturado como uma linguagem. www.institutotemposmodernos.com

Texto por Andreneide Dantas
Data: 15 de julho de 2019 




O sonho é a via régia para o inconsciente, como aprendemos com Freud em sua Traumdeutung, Interpretação dos Sonhos(1900).

Essa que foi e continua sendo uma grande obra. 

Um presente para a humanidade, que pôde descobrir que seus sonhos transmitem uma mensagem. .

Uma mensagem que vem, não qdos deuses, como acreditavam os povos antigos, e sim uma mensagem do Outro. Esse outro q é o inconsciente de cada um.

E por ser uma mensagem do inconsciente do sonhador, ela não pode ser interpretada com a leitura dos signos, que tem o valor igual para todos.

Ela é particular a cada analisando e somente falando ele poderá colocar em palavras as cenas do que sonhou. 

Quando o relatar em análise, quando colocar em palavras as imagens e fizer o deslizamento de significantes, poderá descobrir o wunsch do sonho.

Essa formação do inconsciente (o sonho) será trabalhada no curso que faremos no Instituto Tempos Modernos.

Texto por Andreneide Dantas
Data: 01 de julho de 2019 

Existe um número crescente de crianças que, em vez de brincar, ficam horas diante dos smartphones assistindo à brincadeiras de outros.

Essa situação retira a possibilidade delas interagirem com colegas.

E sem uma integração real, a criança não possui meios de aprender a lidar com os outros no cotidiano, não desenvolve condições para enfrentar as frustrações e alegrias dos laços com o outro.

Na realidade, fica vulnerável e isso abre espaço para as ansiedades e depressões.

Texto por Andreneide Dantas
Data: 03 de junho de 2019 

As crianças são seres indefesos e precisam que os adultos que as rodeiam sejam responsáveis.
Que eles possam promover um ambiente saudável, pois esse é um momento de constituição do desenvolvimento físico e psíquico.


O sintoma da criança responde ao sintoma do casal parental, como formulou Lacan. Por isso, a importância de entrevistamos os pais, quando atendemos uma criança. Os pais ou os responsáveis por ela. 
Muitas vezes com nossas intervenções, eles se dão conta de que, são eles, os que precisam de análise!


E quando decidimos atender a criança, oferecemos a possibilidade para que ela coloque seu sofrimento em palavras em vez de continuarem doentes.

Texto por Andreneide Dantas
Data: 28 de maio de 2019 



É um equívoco acreditar que a infância é um 'paraíso' que as crianças não se angustiam.

Por conta dessa crença, muitos adultos que as rodeiam deixam de falar, perguntar e explicar o que está acontecendo.

Freud já havia falado em 1907 que a ocupação preferida das crianças era as brincadeiras e jogos.

Através dela, elas podem se 'afastar' da realidade dolorida e angustiante.

E hoje, existe tempo para as brincadeiras?

Texto por Andreneide Dantas 
Data: 22 de maio de 2019 





Mais uma vez, a genialidade Lacaniana nos ensina o quanto as palavras e os pensamentos afetam o corpo do sujeito. Desde que ele era um infans - um ser que ainda não falava - ele já era tocado em seu pequeno e frágil corpo, por aqueles que se ocuparam dele.

As palavras e sons escutados - que muitas vezes foram ininteligíveis - fizeram ressonância em seu corpo, deixando marcas. E quando adultos, mesmo que elas ainda sejam enigmáticas, não deixam de tocar e desestabilizar o corpo.

Será por esse motivo que Lacan perguntou:

Alguém sabe o que acontece em seu corpo?
Qual a causa por trás do adoecer?


Se ocupar de saber sobre isso, é diferente de subtrair seu corpo do encontro com as palavras.


Texto por Andreneide Dantas
Data: 09 de abril de 2019




O processo de análise compreende um trabalho onde o analisando faz um investimento de tempo e libido pra poder falar do que lhe acontece. 
Nesse trajeto, descobre tanto a causa inconsciente, que determina seus atos, quanto o gozo que está na raiz de seu sofrimento e o impulsiona a repetir situações q lhe trazem prejuízos.

Aquilo que Freud chamou de demoníaco, tamanha a força que exerce sobre o sujeito.

Para aqueles que não querem mais ser manipulados por seu inconsciente e impulsionados por seu gozo, a análise é um caminho.


Texto por Andreneide Dantas 

Data: 27 de março de 2019





No livro 'O desenlace de um análise' de Gerard Pommier, encontramos essa frase que desconcerta e provoca questionamentos em muitas pessoas.

Freud já havia descoberto essa relação desde os primeiros atendimentos a seus pacientes que os procuravam com dores, tremores, paralisias, cegueiras, etc.

Quando descobriu, porque pôde escutar e ler, que os enunciados dos pacientes revelavam a associação entre uma dor psíquica e uma dor orgânica que os adoeciam. 

E passados mais de 100 anos, muitos não conseguem acreditar, que suas dores e suas doenças tem relação com sofrimentos causados pelo fato do que acontecem em suas vidas. Como consequência do que eles dizem, sentem ou deixam de dizer. 


Texto por Andreneide Dantas 
Data: 22 de março de 2019

No livro 'O Desenlace de uma analise' o psicanalista Gerard Pommier, trabalha sobre o início da análise e seu trajeto até que o analisando chegue ao final de sua análise.

E quando falamos de final de análise, isso não se refere à quando um paciente interrompe sua análise depois de ter tido alguns 'efeitos beneficos'. Em Psicanálise lacaniana, o final de análise refere-se ao fato do analisando ter trabalhado sobre seu inconsciente, feito um trabalho com essa 'língua estrangeira', analizado seus conflitos, sua culpa, fantasia e seu gozo.

É quando ele descobre o que o “anima”, o que o faz tropeçar, inibir, angustiar e sofrer.

Esse tempo compreende um trabalho com o inconsciente, com a linguagem, com as formações do inconsciente e com o gozo (que ele sempre repete e se atrapalha). E não se tratará do tempo cronológico e sim de um trabalho para que esse, se depare, trabalhe e não evite mais a castração!

Muitos analisandos interrompem sua análise para não ter que fazer isso, para continuar gozando e se atrapalhando.

Texto por Andreneide Dantas 
Data: 21 de fevereiro de 2019 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019



Aprendemos em Psicanálise, que o sujeito é afetado por tudo que lhe acontece. É afetado pelo que escuta de seus pais, pelo que diz, o que cala, por seus pensamentos e emoções.

Corpo e psique não estão separadas. Foi necessário que a ciência fizesse isso, para descobrir as causas de várias doenças que antes matava.... para que se aprimorassem e inventassem técnicas para salvar vidas ou trazer alívio para outras.

Porém, encontramos muitas pessoas que não querem saber do fato de que adoecem por conta do que acontece em suas vidas. Essas pessoas podem passar anos procurando a causa de doenças ou sofrimentos, no orgânico, na bioquímica de seu cérebro.

Fazendo assim, desconsideram o capital mais importante que eles têm: a linguagem.
O inconsciente afeta diretamente o corpo. E ele é estruturado como uma linguagem, como nos disse Lacan.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019


O sofrimento faz parte da vida. É impossível que não o tenhamos.

É um equívoco quando as pessoas pensam que tem que estar todo o tempo bem ou todo o tempo felizes.

Quando sofre uma frustração, uma perda de um ente querido ou perda de um trabalho... é esperado que o sujeito fique triste, chore ou sinta raiva.

Pois se o sofrimentos não forem expressados, cobrarão a 'conta' no corpo. Provocando ansiedades exageradas, dores, doença autoimunes ou depressões, etc.

Mais uma vez repito, que em alguns casos é importante o uso de medicação, para que possa mitigar uma ansiedade galopante ou melhorar um estado depressivo que deixa o paciente na cama... mas o uso excessivo é muito nocivo!

É fundamental que as pessoas possam falar sobre o que sentem, para que encontrem condições de lidar melhor com o que lhes acontece. Para que possam acessar essa 'língua estrangeira' que é seu inconsciente!

Não é verdade que o tempo cura tudo. Às vezes ele somente 'cristaliza' sofrimentos que encontram no corpo uma forma de saída.

Andreneide Dantas
23 de Janeiro de 2019 


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019


O trabalho sobre a angústia que Lacan empreendeu em seu seminário X, a coloca em sintonia com o gozo.

Dizendo que por trás da angústia encontramos a pulsão que que - por que quer - se satisfazer. Quer se satisfazer como vontade de gozo.
Ela é sinal do real.

Primeiramente ele tinha formulado a angústia como signo do desejo do Outro e depois ela é sinal do real. Nos diz , 'a angústia, portanto, é um tempo intermediário ante o gozo e o desejo, uma vez que é depois de superada a angústia , e é fundamentado no tempo da angústia, que o desejo se constitui.

Aqui estamos falando da angústia como sinal, aquilo que inquieta, nos faz questionar, pensar, nos tira da 'zona de conforto' do imobilismo....a angústia produtiva.

Não é a angústia desenfreada, que causa transtornos e atrapalha a vida do sujeito a ponto de desregular suas funções, provocando taquicardia, sudorese, sensação de 'pânico' como nos relata os analisandos. Essa angústia aparece quando falta a falta. Quando o sujeito não conta com seus recursos psíquicos pra lidar com uma situação.

Quando só resta pra ele contar com seu corpo!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019




Freud afirmou em 'O eu e o isso' que o declínio do Complexo de Édipo é resultado de uma interiorização da interdição paterna. Desta forma, a criança adquire uma consciência moral, em outras palavras, existe a dominação do Supereu sobre o Eu do sujeito.

É muito importante que isso aconteça pra que funcione para o sujeito uma lei interna que ponha 'freios' em sua pulsão destrutiva.

Ele também observou, que em alguns sujeitos, principalmente pacientes obsessivos, esse Supereu pode ser muito severo. Podendo se tornar hipermoral e às vezes tão cruel quanto só o Isso pode ser.
Essas são as duas faces do Supereu. É importante que cada um o tenha, pra funcionar como um limite, mas se for muito excessivo ele também pode ser o responsável por tornar a vida do sujeito insuportável. Trazendo muita culpa. Ditando 'regras' de que ele não pode isso, ou não pode aquilo....