YES Blog da Escuta

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019


O trabalho sobre a angústia que Lacan empreendeu em seu seminário X, a coloca em sintonia com o gozo.

Dizendo que por trás da angústia encontramos a pulsão que que - por que quer - se satisfazer. Quer se satisfazer como vontade de gozo.
Ela é sinal do real.

Primeiramente ele tinha formulado a angústia como signo do desejo do Outro e depois ela é sinal do real. Nos diz , 'a angústia, portanto, é um tempo intermediário ante o gozo e o desejo, uma vez que é depois de superada a angústia , e é fundamentado no tempo da angústia, que o desejo se constitui.

Aqui estamos falando da angústia como sinal, aquilo que inquieta, nos faz questionar, pensar, nos tira da 'zona de conforto' do imobilismo....a angústia produtiva.

Não é a angústia desenfreada, que causa transtornos e atrapalha a vida do sujeito a ponto de desregular suas funções, provocando taquicardia, sudorese, sensação de 'pânico' como nos relata os analisandos. Essa angústia aparece quando falta a falta. Quando o sujeito não conta com seus recursos psíquicos pra lidar com uma situação.

Quando só resta pra ele contar com seu corpo!

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