O trabalho sobre a angústia que Lacan empreendeu em seu Seminário X, a coloca em sintonia com o gozo.
Disse que por trás da angústia encontramos a pulsão que quer, por que quer, se satisfazer. Se satisfazer como vontade de gozo.
Ela é sinal do real.
Primeiramente a tinha formulado como signo do desejo do Outro, depois como sinal do real. 'a angústia, portanto, é um tempo intermediário ante o gozo e o desejo, uma vez que é depois de superada a angústia, e é fundamentado no tempo da angústia, que o desejo se constitui.
Aqui estamos falando dela como sinal, aquilo que inquieta, nos faz questionar, pensar, nos tira da 'zona de conforto' do imobilismo....a angústia produtiva.
Essa não é a angústia desenfreada, que causa transtornos e atrapalha a vida do sujeito a ponto de desregular suas funções: provocando taquicardia, sudorese, sensação de 'pânico', como nos relata os analisandos.
Essa última, aparece quando falta a falta. Quando o sujeito não conta com recursos psíquicos pra lidar com uma situação. Quando só resta para ele contar com seu corpo!
Andreneide Dantas

#escutaanalitica1

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