"A análise é árdua e faz sofrer. Mas quando se está desmoronando sob o peso das palavras recalcadas, das condutas obrigatórias, das aparências a serem salvas, quando a imagem que se tem de si mesmo torna-se insuportável, o remédio é esse. Pelo menos, eu o experimentei e guardo por Jacques Lacan uma gratidão infinita (...) Não mais sentir vergonha de si mesmo é a realização da liberdade (...). Isso é o que uma psicanálise bem conduzida ensina aos que lhe pedem socorro".

(Françoise Giroud. Le Nouvel Observateur n.º 1610, setembro de 1995.)

Esse depoimento, define bem o trabalho que uma análise possibilita. Quando o sujeito resolve descobrir o porquê do que lhe acontece, depara-se com o valor e a importância de ser falante.

Pois, falar ou deixar de falar tem  consequência. Somos seres afetados pelo que dizemos, pensamos e calamos. 
Desde a mais tenra infância o sujeito foi marcado pelo desejo, palavras e cuidados daqueles que se ocuparam dele.
No início da análise é comum que as queixas se refiram aos pais, parceiros, chefe ou destino, etc. Os pacientes chegam em posição de objetos, acreditando-se vítimas do outro e que não são responsáveis pelo sofrimento que sentem.

O trabalho de análise é mostrar ao paciente sua implicação e responsabilidade no sintoma e, também, o que ele pode fazer para sair desta confusão.

Andreneide Dantas


 #escutaanalitica1 


 

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