Uma obscura dor sem limites, melancolia


Um olhar perdido no espaço…

Um mutismo que diz mais que mil palavras…

Como falar de uma dor que não tem como se dizer?

Dor incomensurável, dor do nada, sem causa aparente, dor de existir, que se reporta a um vazio que clama em vão por uma palavra que possa simbolizá-la. Dor obscura, sem limites, cujo sentido está velado para aquele que a sente.

Dor, pesar, desinteresse. São características de quem perdeu algo. Mas enquanto para alguns é possível fazer um trabalho de luto, pelo reconhecimento de que o objeto da perda não mais existe, para outros parece que este trabalho é impossível. Por não saberem exatamente o que perderam, caem no mundo obscuro e enigmático da melancolia.

Desde os primórdios da psicanálise Freud se interroga a respeito deste afeto, e a melancolia continua sendo até hoje uma afecção difícil de ser classificada. Muitas vezes confundida pelos próprios analistas, diante da gravidade ou seriedade de um sofrimento, com a psicose, tomam esta estrutura como uma resposta à mão para o que pensam que não pode ser considerado como uma neurose, ou pelo menos não como uma neurose comum.

Beatriz Azevedo (@beatrizazevedool )

Artigo: UMA OBSCURA DOR SEM LIMITES, MELANCOLIA
Para leitura completa acesse: http://escutaanalitica.com.br/c_artigos/uma-obscura-dor-sem-limites-melancolia-beatriz-azevedo/


 

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