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Esse material que representa a verdade do sujeito pode ser resgatada; pois, na maioria das vezes, estava escrita em outro lugar, volta através dos lapsos, dos sonhos e dos sintomas. Falando do que acontece em seu cotidiano, os analisandos se surpreendem, revelando muito mais, do que tinham intenção. Àquilo que estava insistindo e que não tinha encontrado, ainda, um lugar para ser colocado em palavras e ser lido. Quando finalmente o paciente escuta o que diz, pode saber o que o levou às inibições, compulsões, estilo de vida, tropeços... Andreneide Dantas #escutaanalitica1 #escutaanalitica  
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  Muitos pacientes não entendem porque repetem em seu comportamento, aquilo que viram seus pais fazerem. Mesmo que seja algo nocivo e que lhe fazem sofrer. No percurso da análise descobrem que repetem, de forma inconsciente — pois existe uma compulsão a repetição — modelos aprendidos na infância. Podem desfazer essas identificações que os adoecem e atrapalham e acessar o que diz respeito a seu desejo e não ao do Outro. Andreneide Dantas Psicanalista e Psicóloga #escutaanalitica1
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"A análise é árdua e faz sofrer. Mas quando se está desmoronando sob o peso das palavras recalcadas, das condutas obrigatórias, das aparências a serem salvas, quando a imagem que se tem de si mesmo torna-se insuportável, o remédio é esse. Pelo menos, eu o experimentei e guardo por Jacques Lacan uma gratidão infinita (...) Não mais sentir vergonha de si mesmo é a realização da liberdade (...). Isso é o que uma psicanálise bem conduzida ensina aos que lhe pedem socorro". (Françoise Giroud. Le Nouvel Observateur n.º 1610, setembro de 1995.) Esse depoimento, define bem o trabalho que uma análise possibilita. Quando o sujeito resolve descobrir o porquê do que lhe acontece, depara-se com o valor e a importância de ser falante. Pois, falar ou deixar de falar tem  consequência. Somos seres afetados pelo que dizemos, pensamos e calamos.  Desde a mais tenra infância o sujeito foi marcado pelo desejo, palavras e cuidados daqueles que se ocuparam dele. No início da análise é comum que as
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A frase do psicanalista Roland Chemama, ilustra bem o que escutamos na clínica: a dificuldade que os pacientes sentem em falar sobre seus sentimentos. Eles demonstram que estão atrapalhados em um tempo circular. Esquecem datas, não conseguem precisar desde quando estão sofrendo, quando começou. Acreditam, muitas vezes, que seu passado não tem relação com o que sentem no presente. "Para que falar disso, se aconteceu há muito tempo?" Apresentam dificuldades para falar das perdas, repetem e descrevem as sensações de angústia, a dificuldade no sono, a falta de energia para levantar e se ocupar das questões cotidianas. Pelo fato de não terem falado sobre as perdas que sofreram, e consequentemente, feito os lutos pertinentes, não se implicaram subjetivamente no que lhes aconteceram. Por conta disso, permaneceram como vítimas do Outro, do seu inconsciente, do acidente, do destino, dos pais e de sua pulsão destrutiva. Andreneide Dantas Psicanalista e Psicóloga #escut
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A pontuação produz o sujeito. Através dela, o analista faz com que o inconsciente exista.  Andreneide Dantas Quando o analista pontua a fala do paciente, o discurso que ele repetia em outros lugares - e não escutava -, toma uma outra dimensão. A dimensão inconsciente. Nesse momento uma mensagem chega ao destinatário. Algo do desejo inconsciente se revela e o sujeito se surpreende #escutaanalitica1.
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"O sintoma está na origem de uma demanda de análise." Gerárd Pommier- O desenlace de uma análise O paciente sofre, tem um mal-estar que o "acompanha" há tempos. Decide buscar alívio para o que sente, e demanda um desvendamento desse texto que ele fala — nos mais diversos lugares — ao analista. Depara-se com uma escuta singular, que lhe possibilita  acessar o discurso do seu  inconsciente. Era inconsciente, mas ativo, e atrapalhava sua existência. Andreneide Dantas #escutaanalitica1