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Mostrando postagens de 2011

Você sabe o que seu filho (bebê) quer?

                               Quando uma criança nasce, ela é sempre pré-matura quando comparada aos outros filhotes. Enquanto os outros mamíferos já conseguem andar e buscar seu alimento, a criança precisa de um Outro que se encarregue dela, pois ela não tem condições de se virar sozinha. É imprescindível que alguém cumpra essa função: de alimentá-la, banhá-la e cuidá-la. Geralmente é a mãe quem vai a esse lugar, mas também pode ser uma avó, uma tia ou uma cuidadora. O importante é que esse Outro (com letra maiúscula) cuide dela, senão ela não sobreviverá. Entretanto, é importante que a mãe (ou quem vá a esse lugar), não cuide somente das necessidades básicas, quanto á fisiologia do corpo, e sim, que enquanto ela cuide da criança, ela olhe e fale com ela. Pois, quando uma criança tem a sorte de encontrar alguém que faça dessa forma, encontrará alguém que olhe para ela enquanto a alimenta e enquanto cuida de seu pequeno e frágil corpo. Dessa forma, a mãe vai nomear

Programação dos Cursos 2012

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Prezados (as), Já estão abertas as inscrições para os Cursos de 2012 do Instituto Tempos Modernos.Vale lembrar que as vagas são limitadas. Abaixo segue programação completa:

Como dizer "Não"!

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Essa é uma tarefa nada fácil para muitas pessoas, principalmente para os pais que nos procuram aflitos, porque seus filhos estão muito agressivos, violentos, ou que se recusam a dormir, comer e ou tomar banho. Essas últimas, tarefas simples do dia-a-dia de todo sujeito, mas que nesses casos são acompanhadas de brigas, xingamentos e gritos, que desconcertam os pais e adoecem os filhos. Existe uma crença nesses pais de que seus filhos não os obedecem porque tem algum problema orgânico, "talvez"  alguma doença ou algum gene “ruim ” herdado de um parente distante, quem sabe aquele parente “menos-prezado”. Quando investigamos o cotidiano dessas famílias, descobrimos que são muito permissivos, portam-se como "amigos" dos filhos, influenciados pelo imaginário social, que dita a moda equivocada do “ seja amigo do seu filho”. Pensar e agir assim, é um grande equívoco, que atrapalha o desenvolvimento psíquico da criança e promove o enfraquecimento da

Nosso Corpo

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Fizemos uma linda Jornada sobre "O Corpo e suas diferentes abordagens", pudemos escutar vários profissionais que trabalham tanto com crianças quanto com adolescentes, adultos e idosos. E das mais variadas áreas: psicologia, psiquiatria, psicanálise, filosofia, geriatria, genética, educação, terceiro setor. Foi muito interessante termos comprovado àquilo, que vemos cotidianamente em nossos consultórios: que nosso corpo primeiro foi estranho a nós mesmos, porque foi confundido como sendo uma extensão do corpo de um outro (mãe). Sendo primeiramente um puro órgão que aos poucos foi se constituindo como um corpo banhado pela linguagem, pelo discurso daquela que alimentou e cuidou. E que interpretando os gritos como sendo uma mensagem. Mensagem de fome, de frio, de dor ou de atenção,  esses primeiros cuidados, possibilitaram que um corpo simbólico fosse sendo constituído em lugar do orgânico. Uma criança não é como um "tubo" que precisa ser alimentada e ter se

Com-pulsão por Compras

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Porque tantas pessoas no mundo sofrem com o ato de fazer compras? Na verdade, o sofrimento não é sentido durante o ato, e sim, logo após o mesmo. Esse comportamento chama tanta atenção, que já criaram novas expressões: “ viciados em c ompras ”, “shopaholics” ou “onanie”. Quer seja uma ou outra nomeação para essa compulsão, o importante é sabermos por que isso afeta tanto. O que leva com que milhões de pessoas se “entreguem” a esse “vício” que traz tantas consequências? Porque existem mulheres e homens que por não conseguirem se controlar, extrapolam seus limites, o limite de seu cartão de crédito e às vezes leva a si e sua família à ruína financeira? O próprio nome já nos dá uma pista, pois quando falamos de compulsão em compras, podemos ler com-pulsão, e não, desejo em compras. Trata-se, portanto, da pulsão. Esse “ algo ” que os pacientes em análise reconhecem como ” algo mais forte que a vontade ”, algo que os “ impele ” a sair de casa e comprar, comprar, comprar.

Brincar é coisa séria

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                                 Tem sido muito falado na mídia sobre a importância do brincar. Isso é um fato! Mas o que nos chama atenção, é o porquê da necessidade de falarmos sobre um assunto que é de conhecimento de todos. Se não é, deveria ser. Pensei e cheguei à conclusão de que se precisamos divulgar e defender a importância do brincar é porque a situação tá complicada... E i sso é consequência da vida moderna e de toda carga de obrigações que são colocadas muito cedo para as crianças. No passado a vida adulta era reconhecida pela entrada no mercado de trabalho, passando pelo fim da adolescência, em que os meninos e meninas iam pouco a pouco " abandonando" seus brinquedos e brincadeiras. Ou melhor dizendo, iam substituindo  à medida que iam se interessando pelo sexo com parceiros, com as paqueras, namoros, saídas para bailinhos e festas, sem a presença dos pais. Hoje encontramos cada vez mais cedo crianças que tem agenda de adultos e não têm tempo pa