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Mostrando postagens de Agosto, 2019
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Freud descobriu que o sujeito falante tem um inconsciente e que é afetado por ele. Foi com seus pacientes que comprovou que os sintomas que eles apresentavam no corpo correspondia ao que diziam!. Ou, ao que calavam. E Lacan acrescentou que o silêncio também é fala... Depois, pôde escutar que o inconsciente se manifestava também no ato falho, no lapso, no esquecimento e no sonho. Nos surpreendemos, que passados pouco mais de um século, muitos ainda neguem que tem um inconsciente, e que é ele, (muitas vezes)que comanda suas vidas! Andreneide Dantas hashtag: #escutaanalitica1
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Em análise, os pacientes descobrem quais significantes determinam sua história, e à partir desse reconhecimento, conseguem produzir novos significantes. Com isso, mudam sua relação com sua vida e com o seu corpo. Ana Carlênia Oliveira Bastos  hashtag: #escutaanalitica1
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A maioria das vezes o sujeito ignora o que diz. Ignora a verdade da mensagem que revela ao falar . Faz isso, por acreditar que suas palavras são meras palavras... É na análise que lhe é revelado os elementos significantes de seu discurso (Lacan). Nela, descobre o quanto é determinado por essa língua estrangeira, que precisa decifrar(inconsciente). Andreneide Dantas  hashtag: #escutaanalitica1
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Realmente não escapa nada ao inconsciente, ele é um lugar.  O lugar da Outra cena, como nos disse Freud, o lugar das lembranças, dos acontecimentos passados e do que foi reprimido. É a morada dos ditos proferidos pelos Outros do ser falante (ditos familiares). Como ele foi tratado, cuidado, alimentado, desejado e falado... É o sítio dos significantes que determinam o que o sujeito pensa, diz ou cala. E esse senhor imperioso retorna nos sonhos, nos pesadelos, nos esquecimentos, nos lapsos e nos sintomas.  Andreneide Dantas hashtag: #escutaanalitica1  
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Os aparelhos atuais servem para aproximar as pessoas ou distanciá-las? hashtag: #escutaanalitica1
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Inconsciente, esse intruso que muitas vezes aparece atropelando a fala do sujeito.  Que dá sua cara nos atos que não são meramente falhos, que aparece nos sonhos, nos esquecimentos e nos sintomas. . Aquilo que foi calado na historia do sujeito e que ele não reconhece que o adoece ou o impede de agir. Aquilo que muitas vezes se acredita ser o destino (está escrito! Dizem alguns) é muitas vezes uma repetição inconsciente. Sim, está escrito e reprimido, por isso parece uma língua estrangeira e somente em uma experiência de análise o paciente poderá desvendá-lo. E quanto mais o sujeito rechaçar o fato de que tem um inconsciente e calar-se, mais adoecerá, terá inibições, sintomas ou angústias. Como bem situa Roland Chemama em Depresión, La gran neurosis contemporánea. Andreneide Dantas hashtag: #escutaanalitica1
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hashtag: #escutaanalitica1
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O desejo do qual falamos em psicanálise é diferente da vontade, do querer consciente (exemplo: quero que tal coisa aconteça). Ele muitas vezes é inconsciente, por isso é complexo e nem sempre é possível de ser prontamente realizado, pois podem haver entraves, impedimentos, as condições podem não ser favoráveis.... E como Freud situou, quando alguém tem um desejo e não consegue realizá-lo, o reprime. E aquilo que é reprimido sempre voltará, quer seja em um sonho, um ato falho ou um sintoma. Em algumas situações, o fato de alguém desejar algo o faz se sentir culpado. E a culpa adoece o sujeito, que não se reconhecerá como culpado e sim como doente... Andreneide Dantas hashtag: #escutaanalitica1
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No Livro 'Depresion, la Neurosis contemporánea' Roland Chemama faz um interessante trabalho com apontamentos e uma leitura clara sobre a forma como algumas pessoas respondem às mudanças atuais e ao legado familiar. A Depressão parece constituir a patologia dominante, fazendo par muitas vezes, com os casos extremados de ansiedade (um outro mal estar atual). Depressão não é frescura, não é fingimento e não é brincadeira! É algo sério, e  muito importante que as pessoas encontrem um lugar para falar e subjetivar o que lhes acontece. Principalmente em um mundo onde o que é propagado é a sociedade do espetáculo, da urgência e do consumismo. Com a tentativa de apagamento do simbólico, esse, que distingue a diferença entre as gerações. Somos seres de linguagem, e querer abolir a palavra é muito custoso e nocivo! Andreneide Dantas  hashtag: #escutaanalitica1  
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Afinal Quem é esse Outro (grande Outro)? Perguntou o senhor (não recordo seu nome) que filmava a jornada de Psicanalise da Escola da Causa Analítica ( Susana Palacios e Ricardo Delfino eram presidente e vice) no Instituto Philipe Pinel, no Rio de Janeiro há vinte anos.  Esse Outro é meu semelhante, companheiro, colega, alguém que admiro ou meu rival? . Ou pertence a outra instância? Podemos responder que não é o semelhante (que recebe o nome de pequeno outro) e sim o capítulo censurado e reprimido da história de cada um, que responde pelo nome de Inconsciente. Segundo os ensinamentos freudiano e lacaniano. Esse, que retorna quando alguém comete um ato falho, quando esquece algo, quando sonha, comete um chiste ou quando se atrapalha no sintoma que governa ou desgoverna a vida. Poderemos aprender mais no Curso O Inconsciente é estruturado como uma linguagem. www.institutotemposmod ernos.com.br Andreneide Dantas Hashtag: #escutaanalitica1
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O sonho é a via régia para o inconsciente, como aprendemos com Freud em sua Traumdeutung, Interpretação dos Sonhos(1900). Essa que foi e continua sendo uma grande obra.  Um presente para a humanidade, que pôde descobrir que seus sonhos transmitem uma mensagem. Uma mensagem que vem, não qdos deuses, como acreditavam os povos antigos, e sim uma mensagem do Outro. Esse outro q é o inconsciente de cada um. E por ser uma mensagem do inconsciente do sonhador, ela não pode ser interpretada com a leitura dos signos, que tem o valor igual para todos. Ela é particular a cada analisando e somente falando ele poderá colocar em palavras as cenas do que sonhou.  Quando o relatar em análise, quando colocar em palavras as imagens e fizer o deslizamento de significantes, poderá descobrir o wunsch do sonho. Essa formação do inconsciente (o sonho) será trabalhada no curso que faremos no Instituto Tempos Modernos.  Andreneide Dantas Hashtag: #escutaanalitica1
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Existe um número crescente de crianças que, em vez de brincar, ficam horas diante dos smartphones assistindo à brincadeiras de outros. Essa situação retira a possibilidade delas interagirem com colegas. E sem uma integração real, a criança não possui meios de aprender a lidar com os outros no cotidiano, não desenvolve condições para enfrentar as frustrações e alegrias dos laços com o outro. Na realidade, fica vulnerável e isso abre espaço para as ansiedades e depressões. Andreneide Dantas Hashtag: #escutaanalitica1
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As crianças são seres indefesos e precisam que os adultos que as rodeiam, sejam responsáveis. Que eles possam promover um ambiente saudável, pois esse é um momento de constituição do desenvolvimento físico e psíquico. O sintoma da criança responde ao sintoma do casal parental, como formulou Lacan. Por isso, a importância de entrevistamos os pais, quando as atendemos. Os pais, ou os responsáveis por ela.  Muitas vezes com nossas intervenções, eles se dão conta de que, são eles, os que precisam de análise! E quando decidimos atender a criança, oferecemos a possibilidade para que ela coloque seu sofrimento em palavras, em vez de continuarem doentes. Andreneide Dantas Hashtag: #escutaanalitica1
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É um equívoco acreditar que a infância é um 'paraíso', que as crianças não se angustiam. Por conta dessa crença, muitos adultos, que as rodeiam, deixam de falar, perguntar e explicar o que está acontecendo. Freud já havia falado em 1907 que a ocupação preferida das crianças era as brincadeiras e jogos. Através dela podem se afastar da realidade dolorida e angustiante. E hoje, será que existe tempo para as brincadeiras? Andreneide Dantas  hashtag: #escutaanalitica1
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Mais uma vez a genialidade Lacaniana nos ensina o quanto as palavras e os pensamentos afetam o corpo do sujeito. Desde que ele era um infans - um ser que ainda não falava - ele já era tocado em seu pequeno e frágil corpo, por aqueles que se ocuparam dele. As palavras e sons escutados - que muitas vezes foram ininteligíveis - fizeram ressonância em seu corpo, deixando marcas. Quando adultos, mesmo que elas ainda sejam enigmáticas, não deixam de tocar e desestabilizar o corpo. Será por esse motivo que Lacan perguntou: Alguém sabe o que acontece em seu corpo? Qual a causa por trás do adoecer? Se ocupar de saber sobre isso, é diferente de subtrair seu corpo do encontro com as palavras. Andreneide Dantas hashtag: #escutaanalitica1
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O processo de análise compreende um trabalho no qual analisando faz um investimento de tempo e libido, pra poder falar do que lhe acontece.  Nesse trajeto, descobre tanto a causa inconsciente -que determina seus atos - quanto o gozo que está na raiz de seu sofrimento e o impulsiona a repetir situações que lhe trazem prejuízos. Aquilo que Freud chamou de demoníaco, tamanha a força que exerce sobre o sujeito. Para aqueles que não querem mais ser manipulados por seu inconsciente e impulsionados por seu gozo, a análise é um caminho. Andreneide Dantas  hashtag: #escutaanalitica1
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No livro 'O desenlace de um análise' de Gerard Pommier, encontramos essa frase que desconcerta e provoca questionamentos em muitas pessoas. Freud já havia descoberto essa relação desde os primeiros atendimentos a seus pacientes que os procuravam com dores, tremores, paralisias, cegueiras, etc. Quando descobriu, porque pôde escutar e ler, que os enunciados dos pacientes revelavam a associação entre uma dor psíquica e uma dor orgânica que os adoeciam.  E passados mais de 100 anos, muitos não conseguem acreditar, que suas dores e suas doenças tem relação com sofrimentos causados pelo fato do que acontecem em suas vidas. Como consequência do que eles dizem, sentem ou deixam de dizer.  Andreneide Dantas  hashtag: #escutaanalitica1
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No livro 'O Desenlace de uma análise' o psicanalista Gerard Pommier, trabalha sobre o início da análise e seu trajeto até que o analisando chegue ao final de sua análise. E quando falamos de final de análise, isso não se refere à quando um paciente interrompe sua análise depois de ter tido alguns 'efeitos benéficos'. Em Psicanálise lacaniana, o final de análise refere-se ao fato do analisando ter trabalhado sobre seu inconsciente, feito um trabalho com essa 'língua estrangeira', analizado seus conflitos, sua culpa, fantasia e seu gozo. É quando ele descobre o que o “anima”, o que o faz tropeçar, inibir, angustiar e sofrer. Esse tempo compreende um trabalho com o inconsciente, com a linguagem, com as formações do inconsciente e com o gozo (que ele sempre repete e se atrapalha). E não se tratará do tempo cronológico e sim de um trabalho para que esse, se depare, trabalhe e não evite mais a castração! Muitos analisandos interrompem sua análise