O supereu se expressa nos ditos sociais, pois para viver em sociedade é necessário renunciar aos imperativos da pulsão.


Sua a instância é importante, senão teríamos o exercício da perversão, mas se ele for em excesso, pode funcionar como um tirano que exige que sujeito cumpra atos impossíveis ou prejudiciais.


No trabalho "O Mal estar na civilização" Freud nos adverte que a culpa que a humanidade sente é decorrente da civilização, uma vez que o homem teve que renunciar sua pulsão primitiva para conviver em sociedade. (Infelizmente, vemos que muitos não conseguem...)


Em termos lacanianos é a instância que empurra o sujeito a gozar.

Ele representa as exigências da moralidade.

É a lei internalizada - constituída pelos ditos e exigências dos pais, que foram recalcados.


Tem a função de vigilância (aparece na forma do olhar que "vê tudo o que o sujeito está fazendo") e na forma de crítica (a voz que diz: Faça isso! Não faça aquilo!)


Andreneide Dantas


Para saber mais:

Freud, Sigmund

  • O Eu e o Id (1923)

  • Mal estar na civilização (1929)

  • Novas conferências Introdutórias sobre Psicanálise(1932)

Lacan, Jacques

  • Mais, ainda seminário 20



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