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Mostrando postagens de Julho, 2021
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No artigo 'Escritores criativos e Devaneios' Freud enfatiza a importância da experiência do brincar, do fantasiar e da produção artística do escritor. Nos chama atenção para o fato de que, todas elas, podem despertar emoções e possibilitar 'resoluções de conflitos', mesmo que sejam momentâneos. Fala também da importância do desejo, (que não é o mesmo que a vontade) do quanto ele faz o sujeito avançar e pode impulsioná-lo à encontrar formas de realizá-lo. E o que acontece quando o que está em primeiro plano é o gozo (vontade de satisfação destrutiva, masoquismo)? Quando o fio que une passado, presente e futuro fica interrompido? A relação com o tempo fica problemática, as horas se arrastam, o sujeito não enxerga perspectivas de futuro. É o que vemos acontecer com muitas pessoas nos dias atuais. Andreneide Dantas  

Falar em Análise é localizar

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Falar em análise é localizar um sentido, uma palavra, é dar nome ao que antes era sintoma ou angústia. O deslocamento proporcionado pelo ato de nomear os sentimentos e reorganizar os afetos alivia o sofrimento e, por vezes, a dor física. Dar nome aquilo que sentimos é orientar-nos a uma observação de possibilidades novas onde antes poderia encontrar um escuro, um vazio de palavras. Psicanalista Ana Carlênia Oliveira Bastos

Como o inconsciente afeta a vida?

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Como o inconsciente afeta a vida? Freud foi quem descobriu que existiam determinações inconscientes que afetavam a vida dos pacientes a ponto de adoecê-los. Que o discurso familiar, os ditos escutados desde a mais tenra infância era capaz de afetar o psiquismo e o corpo deles. Comprovamos na clínica que tudo isso tem uma força tão grande, que é maior que sua vontade. Mesmo que seja inconsciente pode inibir uma ação, provocar uma dor sem explicação médica, ou atrapalhá- lo no trabalho e nas relações afetivas. Andreneide Dantas
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O desejo do qual falamos em psicanálise é diferente da vontade, do querer consciente. Muitas vezes é inconsciente por isso complexo, e nem sempre é possível de ser prontamente realizado, pois podem haver impedimentos. Como Freud situou, quando alguém tem um desejo e não consegue realizá-lo, o reprime. Aquilo que é reprimido sempre voltará, quer seja na forma de um sonho, ato falho ou sintoma. Em algumas situações o fato de alguém desejar algo, o faz se sentir culpado. E a culpa adoece o sujeito que não se reconhecerá como culpado, e sim como doente... Andreneide Dantas  
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  "A análise é árdua e faz sofrer. Mas quando se está desmoronando sob o peso das palavras recalcadas, das condutas obrigatórias, das aparências a serem salvas, quando a imagem que se tem de si mesmo torna-se insuportável, o remédio é esse. Pelo menos, eu o experimentei e guardo por Jacques Lacan uma gratidão infinita (...) Não mais sentir vergonha de si mesmo é a realização da liberdade (...). Isso é o que uma psicanálise bem conduzida ensina aos que lhe pedem socorro". (Françoise Giroud. Le Nouvel Observateur nº 1610, Setembro de 1995.) ➖ Esse depoimento, define bem o trabalho que uma análise possibilita. Quando o sujeito resolve descobrir o porquê do que lhe acontece, depara-se com o valor e a importância de ser falante. No início da análise é comum que as queixas se refiram à mãe, pai, o namorado(a), chefe, ao destino etc. Esses sujeitos chegam em posição de objetos, acreditando-se vítimas, que nada tem a ver com o que lhes acontece e nada podem fazer a respeito dessa des
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Essa compulsão foi detectada por Freud nos sonhos de pacientes que sofriam de neurose traumática e no impulso que leva a criança a brincar. Por isso tantas vezes a criança faz o mesmo jogo, ou insiste que uma história seja contada sempre da mesma forma. A força da compulsão a repetição é tão forte que muitos acreditam que 'existe um destino que as persegue, um traço demoníaco em seu viver, e a psicanálise sempre viu tal destino como, em boa parte, preparado por elas e determinado por influências da infância.' Essa determinação é inconsciente! Andreneide Dantas
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  ➡️ Parte do texto retirada do artigo "Brincar é coisa séria" do Blog da Escuta Analítica ⬅️ https://www.blogdaescutaanalitica.com.br/2011/02/brincar-e-coisa-seria.html O brincar é importante, pois desde cedo é através dele que a criança aprende a explorar o mundo. Ele também caminha de mãos dadas com a fantasia, (assunto para um outro momento) através desses atos a criança encena uma vivência, explora o mundo e suas possibilidades: aprende, conta, reconta e assimila situações. Pode representar uma experiência, quer tenha sido prazerosa ou desprazerosa. Por exemplo: quando uma necessidade ou um prazer desejado não é satisfeito; o bebê quer mamar e não é satisfeito prontamente, fantasia e faz gestos com seus pequenos lábios (encenando que estão mamando). A criança toma uma injeção e na próxima brincadeira encena que ela está dando injeção em outro. Nesses casos, quando o faz, coloca a distância um sentimento negativo e com esse ato reproduz ativamente uma experiência que vive
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  Freud descobriu sintomas característicos de pacientes que sofrem de neurose obsessiva. Para citar alguns: pensamentos fixos que atravessam a consciência e importunam, impedimentos, proibições, dúvidas e medos que impedem o paciente de realizar desejos. O autor enfatiza em "O homem dos ratos" que a incerteza na vida, que resulta na dúvida, se impõe como uma necessidade. A produção desta aparece para afastar o doente da realidade e tirá-lo do mundo - o que, por certo, é tendência de qualquer distúrbio psiconeurótico. Lacan acrescenta que o obsessivo duvida e procrastina, e pode fazer isso repetidas vezes a ponto de impactar sua existência. Andreneide Dantas Para saber mais: Freud, Sigmund Obsessões e Fobias: seu mecanismo psíquico e sua etiologia (1895) Atos obsessivos e práticas religiosas (1907) Observações sobre um caso de neurose obsessiva: O homem dos ratos (1909-1910) A Disposição à Neurose Obsessiva (1913) Lacan, JACQUES O Obsessivo e seu desejo, semanário V
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A criança quando nasce traz inscrita em seus genes uma carga biológica de informações. É recebida por seus pais e ou responsáveis, no seio da família, e sua fragilidade (quando comparado com outros filhotes), faz com que ela dependa totalmente do adulto, nos primeiros anos de vida. O mundo à sua volta é mostrado por esses adultos e tudo que disserem e ou fizerem, a marcará em seu ser. Existem comparações que afetam o pequeno ser falante: é igualzinho ao pai; é a cara da tia; herdou a mentira da família da mãe; vai ser alcoólatra como os homens da família; todos são depressivos etc. São alguns exemplos que encontramos. As crenças formuladas e identificações estabelecidas podem ser transmitidas tanto quanto uma carga genética. Andreneide Dantas

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Depressão De qual sofrimento estamos falando? Segundo a OMS a Depressão é a doença que mais incapacita no mundo , esses dados merecem que prestemos mais atenção. Milhões de vidas são atingidas e ou interceptadas, uma vez que o número de suicídios decorrente desse estado de sofrimento é muito grande. Principalmente entre adolescentes. Mesmo com toda a informação disponível nos mais diversos meios de comunicação, é comum que ainda encontremos muitos pré-conceitos. Também temos que levar em consideração que nem todo sofrimento psíquico é Depressão. Entretanto, precisamos prestar atenção aos estados de sofrimentos de cada sujeito, em vez de minimizá-los e interpretá-los como um sofrimento menor do que o de uma doença orgânica, e, assim, acreditar que o tempo irá curá-lo. Quando fazem assim e não buscam ajuda necessária para tratar seus sofrimentos, a consequência será a de um mal muito maior. Não podemos reduzir o sofrimento, o mal-estar, as angústias, somente a um mal funcionamento dos ne
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  Depressão é o nome contemporâneo para os s ofrimentos decorrentes da perda de lugar do sujeito junto a versão imaginária do Outro. Lacan relaciona a depressão a uma posição específica do sujeito, dimensão subjetiva, culpa por ceder em seu desejo. Desejo em psicanalise é por definição, o inconsciente e seu objeto perdido. Depressivo é aquele que se deixa cair . O desencadeamento do estado depressivo, provocado pela perda daquilo que sustenta, para o sujeito, o seu ideal do eu, tem como efeito uma perda do eu, empobrecimento da libido do eu. Maria do Carmo Mucciolo hashtag: #escutaanalitica1