YES Blog da Escuta: Outubro 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Nosso Corpo



                                                      

Nosso Corpo

Fizemos uma linda Jornada sobre "O Corpo e suas diferentes abordagens", pudemos escutar vários profissionais que trabalham tanto com crianças quanto com adolescentes, adultos e idosos. E das mais variadas áreas: psicologia, psiquiatria, psicanálise, filosofia, geriatria, genética, educação, terceiro setor.

Foi muito interessante termos comprovado àquilo, que vemos cotidianamente em nossos consultórios: que nosso corpo primeiro foi estranho a nós mesmos, porque foi confundido como sendo uma extensão do corpo de um outro (mãe). Sendo primeiramente um puro órgão que aos poucos foi se constituindo como um corpo banhado pela linguagem, pelo discurso daquela que alimentou e cuidou. E que interpretando os gritos como sendo uma mensagem. Mensagem de fome, de frio, de dor ou de atenção.

E esses primeiros cuidados, fez com que um corpo simbólico fosse sendo constituído em lugar do orgânico.

Uma criança não é como um "tubo" que precisa ser alimentada e ter seus excrementos ejetados. Ela é um ser falante que precisa ser alimentada, não somente com leite e sim com cuidados, carinho, afeto, amor, olhar e principalmente com palavras.

Vai depender desses primeiros cuidados, para que ela se torne um adulto saudável, alguém que possa se constituir como um ser desejante.

Seu corpo vai ser significado, receberá inscrições em seus órgãos com letras de carinho e amor. E em suas relações futuras ela repetirá essas experiências, tanto as de prazer quanto as de desprazer.

Quando recebemos crianças que constantemente são internadas, verificamos que naquela família "algo" está acontecendo e quando questionamos seus pais, nos deparamos com situações onde de alguma forma a doença responde a algo inconsciente deles.

É difícil para eles reconhecerem essa verdade "inconveniente", mas esse, é o primeiro passo para que se deem conta disso e possam desejar outra coisa. O que significa, que seu filho responderá de outro jeito: com saúde em vez de doença!.

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Andreneide Dantas (24/10/11)