YES Blog da Escuta: Janeiro 2020

terça-feira, 21 de janeiro de 2020






O supereu se expressa nos ditos sociais, pois para viver em sociedade é necessário renunciar aos imperativos da pulsão.



Sua a instância é importante, senão teríamos o exercício da perversão, mas se ele for em excesso, pode funcionar como um tirano que exige que sujeito cumpra atos impossíveis ou prejudiciais.



No trabalho "O Mal estar na civização" Freud nos adverte que a culpa que a humanidade sente é decorrente da civilização, uma vez que o homem teve que renunciar sua pulsão primitiva para conviver em sociedade. (Infelizmente, vemos que muitos não conseguem...)



Em termos lacanianos é a instância que empurra o sujeito a gozar.

Ele representa as exigências da moralidade.



É a lei internalizada - constituída pelos ditos e exigências dos pais, que foram recalcados.



Tem a função de vigilância (aparece na forma do olhar que "vê tudo o que o sujeito está fazendo") e na forma de crítica (a voz que diz: Faça isso! Não faça aquilo!)



Andreneide Dantas



Para saber mais:

Freud, Sigmund

O Eu e o Id (1923)



Mal estar na civilização (1929)



Novas conferências Introdutórias sobre Psicanálise(1932).



Lacan, Jacques

Mais, ainda seminário 20




#escutaanalitica1

terça-feira, 14 de janeiro de 2020





Obsessivo

Freud descobriu (escutando e tratando de seus pacientes) que existiam sintomas característicos nos pacientes acometidos de neurose obsessiva.


Para citar alguns: pensamentos fixos que atravessam a consciência e importunam o sujeito , impedimentos, proibições, bloqueios que os impede de realizar seus desejos, medos, dúvidas e incertezas.


Em seu historial ‘O Homem dos ratos’, enfatiza que a incerteza na vida, a dúvida aparece nesses pacientes como uma necessidade’. ➖

E que essa produção da incerteza aparece para afastar o doente da realidade e tirá-lo do mundo- o que, por certo, é tendência de qualquer distúrbio psiconeurotico’.


Em alguns casos os pacientes tem rituais (que podem ser confundidos com superstições, vide o caso conhecido do cantor Roberto Carlos que ao identificar buscou ajuda profissional).


No mesmo historial citado, vemos que a obsessão é uma tentativa de compensar a dúvida e corrigir o intolerável estado de inibição de que a dúvida é testemunho.


O obsessivo pensa, pensa e pensa...e como duvida, ele se impede de agir.

Por que será?

O que esse sintoma revela?

Por que o sujeito se defende do que deseja?


Essas são perguntas que somente em um dispositivo analítico o paciente será capaz de respondê-las, uma vez que o sintoma é particular a cada sujeito.


Para saber mais:

Freud, Sigmund

Obsessões e Fobias: seu mecanismo psíquico e sua etiologia (1895)


Atos obsessivos e práticas religiosas (1907)


Observações sobre um caso de neurose obsessiva: O homem dos ratos (1909-1910)


A Disposição à Neurose Obsessiva (1913)


Lacan, JACQUES

O Obsessivo e seu desejo, semanário V