Escuta Analítica - clínica de psicanálise com experiência de 22 anos no atendimento psicanalítico àquele que sofre (crianças, adolescentes, adultos e idosos).
Vídeo: Sonhos em Tempos de confinamento
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Respondendo perguntas sobre Sonhos em tempos de confinamento-pandemia.
Pergunta das alunas Karen Oliveira, Isabella Gomes e Júlia Raya, do curso de Jornalismo da Casper Líbero.
É de fundamental importância que cada sujeito reconheça que têm um corpo, e que o mesmo responde: aos seus pensamentos, sentimentos e ao seu discurso. O número de pessoas que sofrem de males orgânicos e dedicam, muito tempo, procurando as causas somente em algum mau funcionamento de seu organismo, é grande. Atendi um paciente que procurou mais de cinco especialistas para encontrar a possível causa de seu mal-estar. Na relação de especialistas consultou-se com: cardiologista, endocrinologista, ortopedista, neurologista e gastroenterologista. Sua queixa: sentia muitas dores pelo corpo: arritmias, enjoos, dores no peito, costas, cabeça, etc. Em alguns momentos acreditou que iria ter um " ataque cardíaco". Como esperado, os médicos indicaram exames específicos a cada especialidade e por fim, um indicou o tratamento psicológico, já que seus exames não comprovaram nenhuma disfunção orgânica. O paciente relutou muito, pois “não podia acreditar ” que não...
Situações embaraçosas, escolhas de caminhos tortuosos, pensamentos repetitivos, sofrimentos que poderiam ser evitados... Quem é o causador? (leia-se causa-dor). O porquê disso tudo? Destino? Carma? Azar? Por que mesmo querendo fazer diferente algumas pessoas não conseguem? Por que não conseguem ser donos de suas escolhas? Alguns buscam a resposta na ciência, religião, cosmo ou nas estrelas. Outros, inconformados e cansados de tanto sofrerem, munem-se de coragem (pois é preciso ter coragem para enfrentar os próprios fantasmas) e encaram uma análise. Chegam um pouco desacreditados em relação ao que vão encontrar. Perguntam-se se é melhor tomar remédios, pois o problema pode ser um hormônio “enlouquecido” ou uma doença genética. Sabemos que essa não é uma tarefa simples, pois existe todo um percurso a seguir e geralmente o sujeito que sofre, acredita ser mais fácil procurar culpados. Dizem que o culpado primeiramente é sempre o outro: o pai, a mãe, o chefe, o namorado, a namorada, gene...
A nossa fala é um dos maiores recursos, com a palavra podemos desfazer equívocos, falando podemos nos tranquilizar, falando as pessoas podem se fazer entendidas. Em nossa sociedade existe um apelo para que as pessoas não falem, não digam o que sentem. É muito difícil que nas famílias, os filhos sejam estimulados a dizer o que estão sentindo. Muitas vezes um pai ou mãe repreende o filho: “Por que você está chorando?”, “Isso é coisa de gente fraca”, principalmente com meninos, “Menino não chora” ou então “Homem não chora”, e com isso a criança vai crescendo, depois se torna um adolescente e depois adulto, que acha que não precisa falar sobre o que está sentindo, achando ser sinal de fraqueza. Por isso que em nossa sociedade, principalmente aqui no Brasil, a ansiedade é uma das maiores causa de sofrimento. Precisamos quebrar preconceitos, assuntos tabus, as pessoas precisam falar sobre o que elas sentem, e o que sofrem. Serem ensinadas desde cedo em casa. Texto da psicanalista Andreneide ...
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