YES Blog da Escuta: 2018

terça-feira, 17 de julho de 2018

Você tem fome de quê?





É muito comum sentirmos prazer ao ingerirmos determinados alimentos, principalmente aqueles que nos remetem a momentos de alegria e da infância e nisso não há problema algum, até porque se permitir comer algo é questão de saúde mental, mas há uma diferença entre a fome física e a fome emocional.
A fome de afeto está relacionada à vontade de diminuir alguma sensação de desprazer que pode ser ocasionada por estresse, cansaço, tristeza, alegria, dietas restritivas, raiva e ansiedade. Já a fome fisiológica é a necessidade de se alimentar para manter o corpo ativo.
Mas é preciso saber que existe uma grande diferença entre se permitir comer o que deseja, aproveitando o que aquele alimento está oferecendo tanto fisicamente, quanto emocionalmente.
A comida pode se transformar em uma muleta para o equilíbrio emocional, mas por trás de todo exagero existe um vazio que comida nenhuma preenche e comer para aliviar algum problema, pode gerar um desequilíbrio e trazer sentimento de culpa.

Caroline Moura   
Contato: (15) 9 9185-5077 l caroline.mouradias@gmail.com
Sorocaba - SP

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Preconceitos com a Psicanálise...



Esse vídeo faz parte de uma divulgação de outros 4: O que é Psicanálise?; Toda Psicanálise é Lacaniana?; O psicanalista recita medicamentos? e Quais os efeitos de uma psicanálise?


Todos estão no canal da escutaanalitica1.








Andreneide Dantas

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Adolescência e suas dificuldades




(Foto retirada da Internet para fins ilustrativos)


Na adolescência a exigência do luto da posição infantil, faz com que o adolescente tenha dificuldade de entrar no mundo adulto.

Os adolescentes aprenderam e presenciaram, através dos pais, a visão deles do mundo incluindo os seus conflitos emocionais. Muitos fazem dos seus filhos seus confidentes, sobrecarregando-os com sentimentos, dos quais são impotentes e meros espectadores.

Os adolescentes têm hoje, dificuldades em saber lidar com suas próprias emoções. O aprendizado através dos seus relacionamentos é difícil e isso traz muita ansiedade.
Acham-se inadequados por não saberem fazer com isso algo satisfatório, sentindo-se alvo de bullying ou rejeitados por seus pares.

O que acontece, hoje, que essa fragilidade nos adolescentes fica tão aparente?
Será que os pais ao tentarem ser tão “amigos”, fazendo-os participarem tanto do seu universo, não estão deixando de escuta-los? E para isso é necessário perceber que as diferenças que se estabeleceram entre as gerações, podem não compreende-las, mas acompanha-las e, ajudar no momento que houver uma demanda de acolhimento. 

Podemos pensar também, que essa geração busca através do computador, da internet, criar uma vida virtual que serve de escudo, encobrindo uma timidez ou a falta de perspectiva, também adiando a possibilidade do encontro com sua sexualidade. Essa experiência do “ficar”, também poderá ser lida como uma indiferença e até mesmo, dificuldade de escolha.

Na adolescência os laços familiares tendem a se afrouxar, eles questionam os valores de autoridade, até então reverenciados e surgem, também novas possibilidades além do triângulo edípico.
Nesse momento, da adolescência, as alterações das funções orgânicas e psíquicas, o sentimento de pesar, o luto da perda do objeto da fantasia, todas essas questões nos faz pensar que a constituição do sujeito é tarefa de uma análise. 


Maria do Carmo Mucciolo
04 de Junho de 2018

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